No último mês um assunto que obteve grande espaço e grande divulgação foi o jogo baleia azul. Esse jogo surgiu na Rússia em 2015, e ficou conhecido a partir da ocorrência de alguns suicídios associados ao jogo, pois trata-se de um jogo, onde são estabelecidos 50 passos, sendo que o último é o suicídio, esses passos consistem em tarefas que são enviadas por um curador ao participante do jogo. A grande parte do público atingido foram adolescentes entre 12 e 16 anos, considerando que eles ainda encontram-se em desenvolvimento e que ainda não estão prontos para entender algumas coisas da mesma maneira como um adulto.Além disso,deve-se levar em conta que na adolescência o desenvolvimento neurológico, bem como o psicológico estão em processo, por este fato não ocorrem avaliações pormenorizadas, o que dificulta para o adolescente por exemplo, discriminar o que é totalmente correto,o que é totalmente errado e quais as consequências. Aos pais fica o alerta, é necessário conhecer os fatores que podem levar alguém a cometer suicídio, assim como atentar ao que o adolescente possa estar passando, em caso de bullying ou até mesmo um possível quadro depressivo.Ultimamente tem se falado em cyberbullying, bullying e solidão, apontados como causadores do aumento da depressão e consequentemente o aumento da chance de suicídio, o que acaba gerando muitas dúvidas. Orienta-se que os pais possam estar ensinando seus filhos desde crianças, a reconhecerem e lidarem com as emoções, nomeando-as de acordo com a sua expressão e como está se sentindo, explicar que é normal sentir raiva mas que passa, também é importante perceber alguns comportamentos e/ou mudanças muito repentinas dos filhos, pois estes podem estar sinalizando que algo não vai bem, por exemplo: queda no desempenho escolar, isolamento social, descuido com a aparência, alterações na rotina, sono, alimentação, mudanças de comportamento de modo geral, entre outros,no entanto nem sempre estes são sinais de algo esta errado. Portanto, é importante que os pais ofereçam aos filhos um espaço de confiança e diálogo, estabelecendo uma relação segura de cuidado e proteção, mas o importante é que não sigam somente os olofotes das "notícias", mas que independente disso possam dedicar-se aos filhos com afeto, carinho, respeito e muito amor.
O Psicognitivamente abrange diferentes informações referentes a temáticas da psicologia, no entanto, caso haja maior interesse pelos temas abordados recomenda-se uma pesquisa mais aprofundada.
quinta-feira, 25 de maio de 2017
sexta-feira, 3 de março de 2017
Como é possível reconhecer se você está com depressão
A depressão tem sido
tema de discussão frequente na sociedade, isso se deve ao fato de dados
recentes sobre essa doença, que, segundo a Organização Mundial da Saúde
apresenta, chegam aos índices de 350 milhões de pessoas que sofrem com este
transtorno, sendo o estresse e a solidão dois elementos que merecem destaque
quando se fala em depressão, ela atinge qualquer faixa etária, sendo as
mulheres mais afetadas, tornando a depressão a doença mais incapacitante em
todo mundo. A Organização Mundial da Saúde ainda alerta que até 2030 poderá ser
a doença mais comum no mundo, na frente de certas doenças cardiovasculares,
esses dados com certeza geram preocupação.
È possível reconhecer
se uma pessoa está com sintomas através do conhecimento de alguns fatores, tais
como: fatores externos, como a morte de alguém querido e a solidão, causas
genéticas, se alguém da família já teve ou tem, o consumo de substâncias
lícitas e ilícitas (drogas) , alimentação em escassez ou exagero, estresse e
ainda outras doenças crônicas que podem desencadear depressão. Em relação à
fisiologia , a depressão é causada por um desequilíbrio hormonal no cérebro. Na
imagem abaixo é possível ver o aspecto do cérebro de alguém com depressão e um
sujeito que não apresenta a doença.
As pessoas com
depressão geralmente apresentam humor triste e doloroso associado à redução da
atividade psicológica e física, cansaço sem explicação aparente, desânimo,
falta de motivação, choro frequente sem explicação, perda ou aumento de peso,
insônia, dificuldade de concentração, tristeza, irritabilidade e isolamento.
Quem sofre depressão sente-se impotente,
não consegue mais fazer o que fazia antes incluindo as atividades do seu
cotidiano. Existem critérios diagnósticos que devem ser avaliados por um
profissional capacitado, como frequência dos sintomas e duração dos mesmos,
histórico pessoal e clínico.
A depressão tem se tornado uma grande preocupação mundial e uma questão de saúde pública, uma vez que é o resultado da cultura da produtividade, é claro que não é somente este fator, mas este é um fator associado, quem afirma essa informação é a ONU, que publicou um estudo recente que foi realizado junto ao Banco Mundial, este estudo afirma que a depressão e a ansiedade custam à economia global 1 trilhão de dólares por ano. A matéria divulga também que a cada dólar investido tem-se um retorno de quatro, atestando os benefícios econômicos de se investir em serviços de saúde mental que representam, em média, três por cento do orçamento dos governos (ONUBR, 2016). Ou seja, investir em saúde mental e qualidade de vida é mais rentável do que lidar com os prejuízos causados pela negligência e o descaso do cuidado, pois não se deve subestimar que o ser humano é incapaz de adoecer.
Quem possivelmente
identificou-se com sintomas descritos acima pode pesquisar sobre depressão, a
fim de obter mais conhecimento, formas de enfrentamento, onde é possível buscar tratamentos e que profissionais podem ajudá-lo (a). Buscar
ajuda psicológica e psiquiátrica são muitas vezes necessários e aliados no
tratamento. Depressão não é frescura, é sim um problema sério de saúde pública.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Terapia cognitivo-comportamental e o tratamento da ansiedade
Os transtornos de
ansiedade estão envolvidos com a incapacidade de controlar o medo e a
dificuldade em regular emoções negativas, isto porque os transtornos de
ansiedade são em parte caracterizados pela resistência à extinção de reações
emocionais aprendidas a estímulos ansiogênicos e por comportamentos de evitação.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) abrange técnicas que permitem tanto a
extinção do medo condicionado quanto a regulação cognitiva de emoções.
O processamento
cognitivo nos transtornos de ansiedade envolve a vulnerabilidade, isso porque
os pacientes tendem a superestimar o perigo e a subestimar os recursos pessoais
para lidar com as situações que são interpretadas como perigosa, a partir do
momento em que ocorre uma avaliação de perigo ficam propensos a desenvolver
mais pensamentos que mantêm a ansiedade. Os próprios sintomas de ansiedade
decorrentes de uma avaliação de perigo podem transformar-se em nova ameaça
percebida, uma vez que prejudicam o desempenho ou são considerados como
possível sinal de ameaça. Durante o tratamento, o paciente é encorajado a
desafiar esses pensamentos, reavaliando sua expectativa de perigo. A exposição é uma das estratégias
utilizadas com essa finalidade. Durante as exposições o paciente fortalece seu
senso de controle reduzindo expectativas futuras de dano e aumentando seu senso
de auto-eficácia, o indivíduo apresenta redução da ansiedade e deixa de emitir
as respostas evitação. Assim, a exposição seria uma forma de intervenção
cognitiva que promove mudanças na expectativa de perigo dos pacientes ansiosos.
Dessa forma, ela se caracteriza não como uma técnica comportamental, mas
cognitiva, mesmo que ela não utilize estratégias de reestruturação cognitiva
explícitas, tem efeito similar por mediar mudanças nos pensamentos
disfuncionais. A memória do medo, uma vez estabelecida, se torna relativamente
permanente, sendo assim, a extinção possibilita o controle da reação de medo,
em lugar da eliminação da memória emocional por si só ( QUIRCK, GARCIA, & GONZALES-LIMA,
2006). Assim, a terapia através da técnica de exposição colabora para a
ativação de estruturas cerebrais responsáveis pela redução da expressão de medo.
Técnicas cognitivas e os
estudos de regulação da emoção
Pacientes ansiosos
tendem a focalizar em estados corporais que são compreendidos como aversivos,
ou seja, interpretam sensações orgânicas como perigosas ou ameaçadoras. Os
modelos teóricos enfatizam o papel da reação de medo das sensações físicas na
manutenção do transtorno de pânico. A focalização da atenção nas sensações
somáticas levaria a um aumento da ansiedade e conseqüentemente aumentaria as
sensações físicas, favorecendo a focalização ainda maior da atenção nas
sensações corporais. Durante o tratamento com terapia cognitivo-comportamental
uma das estratégias empregada é a técnica de distração, que tem como objetivo incentivar o paciente a focalizar
a atenção em outros estímulos, que não as sensações físicas, auxiliando na
redução dos sintomas de ansiedade (RANGÉ & BERNICK,2001 ).
As estratégias de regulação
da emoção se estendem desde o controle
atencional até a reavaliação
cognitiva que permitem modular a percepção emocional e respostas
emocionais. Logo, a regulação cognitiva da emoção se dá por meio do controle
atencional ou por mudanças cognitivas mais elaboradas . A mudança cognitiva
pode ser utilizada para regular uma resposta emocional que já foi iniciada
através da reavaliação (OCHSNER & GROSS, 2005). A reavaliação cognitiva
está relacionada à regulação da emoção por meio da capacidade de interpretar
situações emocionais de forma a limitar a resposta emocional subsequente, Essa
regulação possibilita a redução da experiência negativa, favorecendo a
diminuição da ativação simpática (MOCAIBER, 2008; ). Assim, a reestruturação
cognitiva utilizada na TCC pode ser considerada como uma estratégia de
regulação da emoção, uma vez que modula as emoções por meio de mecanismos
cognitivos reduzindo o alerta fisiológico. Os estudos mostram que os
transtornos de ansiedade são em parte caracterizados pela resistência à
extinção de reações de medo, pelos comportamentos de evitação e pela
dificuldade em regular emoções negativas . Conseqüentemente, quando um paciente
ansioso consegue reestruturar seus pensamentos disfuncionais, ou seja,
interpretar a situação de forma mais adaptativa, ele estaria reduzindo seu grau
de ansiedade através de mecanismos cognitivos. As estratégias de exposição,
distração e reestruturação cognitiva são eficazes para a regulação emocional.
Assim, é importante ressaltar que o tratamento com TCC abrange técnicas
específicas que permitem tanto a extinção do medo condicionado quanto a
regulação cognitiva das emoções.
Referências:
MOCAIBER, I. I.eti al. Neurobiologia da
regulação emocional: Implicações para a terapia cognitivocomportamental. Psicologia em
Estudo nº 13, 2008, pp. 531-538
OCHSNER, K.
N., & Gross, J. J. The cognitive control of emotion. Trends in Cognitive Sciences, nº 9, 2005, pp.242-249. (Tradução
nossa)
PORTO, Patrícia et al .
Evidências científicas das neurociências para a terapia
cognitivo-comportamental. Paidéia
(Ribeirão Preto), Ribeirão Preto , v. 18, n. 41, p. 485-494,
Dec. 2008 . Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-863X2008000300006&lng=en&nrm=iso>.
access on 09 Feb. 2017.
http://dx.doi.org/10.1590/S0103-863X2008000300006.
QUIRCK, G. J., Garcia, R., &
González-Lima, F. ). Prefrontal
mechanisms in extinction of conditioned fear.
Biology Psychiatry, nº 60, 2006, pp.337-343(tradução
nossa)
RANGÉ, B., & Bernik, M. (2001).
Transtorno de pânico e agorafobia. In B. Rangé (Org.), Psicoterapias cognitivo-comportamentais: Um diálogo com a psiquiatria. Porto
Alegre:Artmed, 2001, pp. 145-182.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Transtorno mental é sinônimo de loucura?
Quem tem um
transtorno mental tem uma doença psiquiátrica. A pessoa não é louca, nem fraca,
mas está doente e precisa de tratamento. “É necessário entender que o
transtorno mental é uma doença como outra qualquer como diabetes, por exemplo.
É necessário buscar tratamento para que os sintomas sejam controlados e, assim,
a pessoa possa levar uma vida normal”, explica a psicóloga Ana Cristina Fraia,
coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime.
Os transtornos mentais apresentam sintomas
que podem estar relacionados ao comportamento e pensamentos, e podem se
apresentar de maneira leve a grave, como a causa e gravidade do estado. Alguns
tipos de transtornos mentais podem interromper as atividades diárias e tornar a
vida muito difícil. É um engano comum que as doenças mentais são raros. Na
verdade, quase um terço da população irá desenvolver essas condições, pelo
menos uma vez na vida.
Em algumas pessoas, isso acontece de repente,
como resultado de uma situação desencadeado por uma situação em particular.
Para outros, o que poderia ser como em resposta a uma série de acontecimentos
acumulados.
As causas da doença mental em desenvolvimento
pode ser física ou psicológica, ou uma combinação de ambos. Seja qual for o
tipo de doença, o diagnóstico precoce e o tratamento é sempre preferível para
melhorar a qualidade de vida. O tratamento ocorre de maneira variada e específica para cada distúrbio, em alguns
casos há o tratamento medicamentoso e terapia, outros optam só por um, sendo
fundamental que haja um acompanhamento profissional.
Doenças
mentais mais comuns:
1. Depressão
A Depressão é
uma doença caracterizada pela presença de humor depressivo (tristeza) e perda
de prazer nas atividades do quotidiano. Segundo o Prof. Fernandes da
Fonseca a Depressão é a perda ou abaixamento da iniciativa e da capacidade
vital instalando-se no individuo um certo grau de desespero que assenta sobre
um sentimento (aparente ou oculto) de culpabilidade e que lhe faz perder o
prazer de usufruir da própria vida.
Stress
O stress pode
ser definido como pressão intensa a que uma pessoa é submetida por força das
suas condições de vida. Uma das principais fontes de stress é o trabalho,
estando identificadas como principais causas de Stress no
trabalho :
Sobrecarga de
trabalho, pressão, supervisão de baixa qualidade, clima de
insegurança, ambiguidade dos papéis, Diferenças entre os valores
individuais e organizacionais, Frustração, Mudanças dentro da organização, não evoluir na carreira.
As consequências
do stress:
Falta de
produtividade, Absentismo, Frustração, Doenças
psiquiátricas – depressão / ansiedade, Doenças físicas – hipertensão
arterial, úlcera gástrica, diminuição da qualidade vida.
Ansiedade é uma reação normal que temos quando estamos diante de
situações de estresse e incerteza. Mas o transtorno de ansiedade é
diagnosticado quando vários sintomas ansiosos causam desconforto ou algum grau
de comprometimento funcional na vida da pessoa. Uma pessoa com transtorno de
ansiedade pode ter dificuldades em diferentes áreas da vida: nos
relacionamentos sociais e familiares, no trabalho, na escola, etc.
Existem diferentes tipos de transtornos de ansiedade:Transtorno
de estress pós traumático(TPT), o transtorno obsessivo compulsivo(TOC),
transtorno de ansiedade generalizada(TAG) e alguns outros.
A Associação Brasileira
de Psiquiatria revela: cerca de 30% dos brasileiros irão desenvolver algum
transtorno mental ao longo de sua vida. “Se considerarmos o número de pessoas
que sofrem pelo menos com alguns sintomas, independente da gravidade,
certamente esse número pode ser até maior (cerca de 60 a 70%), segundo várias
estatísticas nacionais e mundiais”, explica Dr. Elio Luiz Mauer, Diretor
Clínico da Uniica.
Referência:
Como diferenciar medo, ansiedade e fobia social?
Na atualidade, na sociedade em que estamos
inseridos, as pressões e imposições oriundas desse contexto, onde todo é rápido
e fluído demais, no noticiário diariamente divulga-se ocorrências de violência,
morte e roubos, e, independente de todo esse caos espera-se das pessoas que elas
tenham um bom desempenho, cria-se expectativas, isso pode originar os
transtornos de ansiedade.
Definido como uma emoção básica,o medo é fundamental
para o nossa sobrevivência ,pode ser discreto, está presente em todas as
idades, culturas, raças ou espécies, considerado uma adaptação, o medo varia de
acordo com uma perspectiva evolutiva e desenvolvimentista., podendo apresentar
desajustamentos nos extremos da distribuição, tanto na baixa como na alta
ansiedade, denominadas perturbações hipoansiosas e hiperansiosas. já, a ansiedade
é uma mistura de emoções, na qual prevalece o medo (Barlow, 2002 el at). Em determinadas fases de
desenvolvimento, de acordo com atividades que são típicas de cada etapa, por
exemplo, quando uma criança começa a caminhar, em torno de seis meses, pode iniciar-se
o medo de altura, variando a intensidade conforme a capacidade de adaptação
dessa criança para esta atividade, podendo então os medos aparecerem e
desaparecerem, de modo previsível, sendo este experenciado por todo ser humano.
A ansiedade apresenta-se de forma mais variável do que o medo, a ansiedade é como
um misto de emoções, que pode mudar ao longo do tempo ou então conforme as
situações desencadeadoras, sendo, dessa maneira, mais vaga, imprecisa e difícil
de definir. Quando ocorrida de modo habitual
e coerente com alguma reação é chamada de ansiedade traço, já quando é uma
reação diante de algum episódio ou situação
designa-se por ansiedade estado Sintomas como tristeza, vergonha , culpa, a ansiedade, pode
ser composta ainda por cólera, curiosidade, interesse ou excitação .
A fobia social por sua vez, vem da palavra
grega phobos, que equivale a um medo intenso e terror , ou seja, um temor
exagerado diante de determinadas situações
ou exposições sociais que podem demonstrar uma imagem negativa de si mesmo.
Neste
contexto, a fobia apresenta-se como um estado de angústia incontrolável expressado
em violenta reação de fuga relativamente persistente. Esta se manifesta no
medo, na inquietação diante de um perigo real ou imaginário onde,
eventualmente o perigo que é percebido não é condizente com a real situação, no
entanto, devido à percepção do indivíduo, os sintomas fóbicos são cada vez mais
reforçados.
Segundo o modelo cognitivo, as pessoas
que sofrem de fobia social estariam pré dispostas a interpretar uma situação
social de maneira apreensiva, em decorrência de suas crenças disfuncionais que possuem em
relação a si mesmo e da forma como devem agir nessas ocasiões. Dessa forma, essas
situações passam a ser evitadas , pelo comportamento de esquiva, reforçando as
crenças que o indivíduo tem de si mesmo, dos outros e do mundo.
Referências:
Barlow, D. H. Anxiety and its disorders. The nature and treatment of anxiety and
panic (2nd ed.). Nova Iorque: Guilford. 2002, tradução nossa.
Lemos, L.S; Mussoi, M. B. Os
fatores relacionados à fobia em crianças e as contribuições do brincar para o
seu tratamento. Mudanças –
Psicologia da Saúde, 18 (1-2) 20-29, Jan-Dez, 2010
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Campanha Janeiro Branco
Campanha janeiro branco: Vamos cuidar
das nossas emoções?
Embora exista ainda diversos
tabus envolvendo cuidados em saúde mental, é preciso desmistificar essa
compreensão que parte da sociedade têm a respeito de cuidar de si, sua saúde e
de suas emoções é com esse intuito que foi lançado no mês de janeiro a
campanha janeiro branco, que têm como objetivo chamar atenção da população a respeito do cuidado em saúde mental, promovendo a ideia de quem
cuida da mente cuida da vida.
Foi escolhido o mês de janeiro pela representatividade terapêutica, justamente
por ser o 1º mês do ano, não obstante a cor branca pelo significado da união de
todas as cores, ainda dos projetos de vida, e de várias possibilidades, sendo
assim ,esta campanha apresenta-se
como uma oportunidade das pessoas pensarem na qualidade mental e emocional das
suas vidas , sua relações, seu cotidiano, aonde quer que eles aconteçam, entendendo este conceito como um estado de equilíbrio. O
conhecimento acerca de como as emoções afetam outras formas de comportamento
torna-se importante, apontando como exemplo, o fato, de, que para se avaliar e
atuar sobre a atitude do paciente diante de doenças ou de problemas de outra
natureza é importante saber como pensamentos, atitudes e decisões podem ser
evocados e controlados. Os estados emocionais afetam e modulam comportamentos
complexos, o aprendizado, cognição, atenção, percepção e memória, evocação e
fixação de memórias, raciocínio e tomadas de decisão. Para fins de
esclarecimento, saúde mental e saúde emocional não são exatamente a mesma
coisa, mas andam muito próximas. A saúde emocional pode ser descrita como um
bem-estar geral, onde a pessoa consegue utilizar seus próprios recursos e as
habilidades que possui a favor de si, conseguindo passar pelas adversidades da
vida sem grandes impactos negativos e respeitando suas próprias crenças e
valores.
A seguir os cinco principais objetivos desta campanha:
1 – Fazer do mês de Janeiro o marco temporal estratégico para que todas as
pessoas do mundo reflitam, debatam e planejem ações em prol da Saúde Mental e
da Felicidade em suas vidas ao longo de todo o ano;
2 – Chamar a atenção de todo mundo para o tema da Saúde Mental nas vidas
das pessoas;
3 – Aproveitar o início de todo ano para incentivar as pessoas a pensarem
a respeito das suas vidas, dos seus relacionamentos e do que andam fazendo para
serem verdadeiramente felizes;
4 – Chamar a atenção das pessoas para pensarem a respeito do que
precisam mudar em suas vidas para serem, realmente, felizes;
5 – Mostrar às pessoas que sempre é possível o fechamento e a
abertura de novos ciclos em busca da
Felicidade em suas vidas – afinal, ano novo, vida nova, mente nova!
Referências:
Ramos R.T. Neurobiologia das emoções. Rev Med (São Paulo). 2015 out.-dez.;94(4):239-45.
Sorrentino. A. Saúde mental e autocuidado. Conselho
Federal de psicologia. 2017. http://www.crp-01.org.br/?p=4052
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